A geração iPod e o futuro da rádio [radio and ‘iPod generation’]

June 23, 2008

«Os britânicos a olhar para o passado»

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«(…) e mostra como a indústria da rádio se sente desconfortável com os tempos que se vivem. Desconfortável significa várias coisas: incomodada, receosa, temerosa. Confusa, quando olha para o acessório» (30/05/08; Meios & Publicidade)

November 6, 2007

«Podcasting sem podcasts?»

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Texto do catálogo do Festival Black & White, Porto, Abril 2007

«Há muita gente desiludida com o podcasting, como que dando razão aos que, mal a técnica surgiu, prenunciaram a sua morte.

Os que estão desiludidos convocam estudos, relatórios e a própria experiência para dizer que o podcasting não descola e que continua minoritário, que não encontrou uma forma de se viabilizar comercialmente, que a qualidade dos programas não aumentou e não se registaram significativas evoluções técnicas. A desilusão será provavelmente proporcional ao entusiasmo inicial, o que só mostra que quando falamos de novas técnicas e de novas tecnologias é prudente alguma ponderação e que alguma reserva nas previsões é uma regra de bom senso.

De qualquer forma, a existir desilusão será quando muito com os podcasts e não ao podcasting. Quem imaginava que a rede se iria encher de novos programas de áudio de elevada qualidade, que o desânimo não daria lugar ao entusiasmo inicial dos autores e que surgiriam todos os dias excelentes revelações estará desiludido. Os podcasts que conhecemos não são isso nem podiam ser. Essencialmente porque estamos a falar de algo muito recente, que pressupõe – apesar de tudo – o domínio de alguma técnica (que – é verdade – não se simplificou) e realizados ainda numa perspectiva amadora. São assim muito dos podcasts que conhecemos. Engraçados, muitas vezes esforçados, mas sem uma clara mais-valia face a uma concorrência que, na própria Internet, faz nascer todos os dias milhares de conteúdos – sendo que o tempo disponível para consumir esses conteúdos continua a ser o mesmo (este tem sido um factor muito pouco estudado, mas não pode continuar a ser negligenciado: a ideia de «concorrência» não é mais a mesma, já não são apenas os 50 ou 100 canais no cabo, são os milhões de páginas na Internet, os milhares de canais de áudio também na net, os milhões de músicas para descarregamento; a concorrência não é apenas quantitativa, mas, com tanta oferta, também qualitativa).

Neste contexto, os podcasts devem pensar que lugar podem ocupar, para que servem, quem os está a ouvir. Claro que continuará a haver, sempre, quem os faça por amor à causa, por mais egoísta ou saudável que ela seja, e alguns podem até ser muito bons, mas poucos deixarão de ser claramente minoritários.

Em contrapartida o podcasting é uma técnica claramente de futuro. O podcasting como técnica de redistribuição de conteúdos (áudio ou vídeo) que não podemos ou não temos de ouvir no momento em que são disponibilizados. E rádios e televisões já começaram a perceber isso mesmo. Claro que ainda se colocam problemas de alegada concorrência com a emissão original, sobretudo ao nível do contacto com o patrocinador, mas não só se trata de uma questão mental (geracional?) como o cada vez maior contacto com os programas enviados por podcasting fará mudar o paradigma. E então teremos podcasting não apenas de programas mas também de notícias, de modo a que se concretizará, de alguma forma, o sonho de Bertold Brecht: o receptor não será mais o sujeito passivo da comunicação, mas aquele que escolhe o que quer ver e ouvir, o que constrói o seu próprio noticiário, o que intervém.

Com o podcasting, com este ou outro nome, com esta ou outra forma de eu poder escolher o que quero ver e ouvir»

Mais, sobre este assunto, aqui.

September 22, 2007

«A geração iPod não gosta da rádio»

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«A geração iPod não gosta da rádio», Comunicação/powerpoint apresentada nas II Jornadas Internacionais de Jornalismo, Universidade Fernando Pessoa, Março 2007

«As dez rádios mais ouvidas em Portugal: os formatos nas estratégias de programação»

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MENESES, João Paulo, «As dez rádios mais ouvidas em Portugal: os formatos nas estratégias de programação», Setembro 2006, in http://formatosdaradio.no.sapo.pt/

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